Como desenvolver a liderança da sua empresa


Não faltam razões hoje para justificar a necessidade de o RH dedicar mais atenção à formação e à gestão das lideranças das empresas. Os ambientes de trabalho precisam ser mais flexíveis para atender à necessidade de adaptação constante das empresas e as equipes precisam mais de líderes do que de chefes.

A proposta deste artigo é indicar caminhos que podem ser adotados no desenvolvimento dos programas de liderança e na gestão dos líderes no dia a dia. Como veremos, mais do que iniciativas táticas, essa tarefa demanda foco estratégico.

Liderança e Recursos Humanos: qual a relação?

Se entendemos o papel estratégico do RH, fica mais fácil compreender a sua importância no desenvolvimento e na gestão das lideranças da empresa. Mais do que contribuir para esse processo, é o RH quem vai orientar as principais etapas desse tipo de projeto.

Entre as questões mais importantes para a formação dos líderes figura a necessidade de definir bem os seus papéis, garantir que haja um padrão de desempenho para as lideranças e, claro, assegurar que o processo seja devidamente mensurado.

Empresas bem-sucedidas são aquelas que conseguem organizar essas atividades de forma sistemática, não confiando apenas na intuição ou na habilidade do gestor. Reside aí a importância de o RH ser visto para além de suas funções burocráticas e rotineiras.

Especificamente sobre a gestão de liderança, é importante atentar para os seguintes aspectos:

1. Definição de papéis

Quando abordamos a gestão das marcas, enfatizamos a necessidade de a empresa ter foco, definir bem seus objetivos para conseguir orquestrar suas estratégias.

O mesmo pensamento precisa ser aplicado na gestão de pessoas. Pode parecer uma boa ideia acreditar que o líder é um “faz tudo”, porém na prática isso não funciona. Por mais habilidades técnicas que o profissional tenha, com certeza ele se destaca em alguma atividade. É nela que deve concentrar seus esforços.

Fique atento: definir de antemão as principais responsabilidades da liderança é fundamental não apenas para garantir o alinhamento necessário no trabalho como também para evitar problemas futuros.

Se você ainda tem dúvidas sobre a relevância dessas iniciativas, faça o teste: peça para o líder de determinada área indicar 5 atividades que considera mais importantes na sua rotina profissional. Compare os resultados com o que foi indicado pela direção da empresa.

É bem comum haver distorções. Nem sempre as atividades consideradas mais críticas pelo colaborador são as que a empresa entende como prioritárias.

2. Desempenho padrão

É óbvio que o sonho de qualquer organização é conseguir fazer com que toda a empresa opere no mesmo padrão de desempenho. É ideal quando isso ocorre, ainda que o nível não seja tão elevado, uma vez que fica mais fácil até organizar os programas de treinamento.

Infelizmente, não é isso o que ocorre no dia a dia, a menos que a empresa tenha conseguido alcançar um excelente nível de organização em seus processos. A liderança tem um papel fundamental para ajudar na adoção das melhores práticas. Mas para que isso aconteça é essencial que o líder mantenha o padrão.

Quem entende minimamente sobre gestão de pessoas sabe que o bom líder é aquele que consegue a adesão dos seus colaboradores não pela autoridade, e sim pelo exemplo.

Não duvide da contribuição do RH para assegurar que os líderes consigam desempenhar suas funções sem muitas oscilações.

Primeiro, porque cabe à área garantir mais assertividade na hora da contratação. Quem tem um bom processo nessa área sabe a diferença que faz. Outro aspecto importante é a definição dos indicadores que serão empregados no dia a dia para tornar a avaliação mais objetiva.

3. Retorno adequado

Converse com qualquer especialista na área de RH e ele vai confirmar: não se formam bons líderes sem ter um processo adequado para feedback do trabalho desenvolvido por eles.

Para começar, se pensarmos no perfil comportamental das pessoas mais aptas para a liderança, vamos deduzir que estamos nos referindo a profissionais que precisam desse tipo de retorno para continuar progredindo.

Mas fique atento, porque muitas vezes não basta incluir a liderança nas avaliações de desempenho, realizadas anualmente. É importante estabelecer processos diferenciados que viabilizem que os feedback socorram com mais frequência.

Como fazer gestão de lideranças?

A renovação dos líderes faz parte de toda organização, não há como abrir mão desse tipo de atividade em nenhum momento. É por isso que a gestão de lideranças figura entre os principais desafios do RH, que precisa dedicar atenção especial para essa área se quiser manter as equipes devidamente engajadas.

A gestão adequada do processo começa, obviamente, na contração ou na escolha dos profissionais que serão preparados para a liderança da empresa. Este é um momento crucial, até porque o líder, por princípio, tem características bem definidas.

Não vamos nos detalhar muito nesse aspecto, mas é importante ter em mente a necessidade de essa pessoa ter espírito colaborativo. Hoje se espera que o líder seja capaz de inspirar sua equipe, mas, para isso, é fundamental que esse colaborador saiba reconhecer as individualidades dos seus liderados. A base desse relacionamento é a confiança.

Escolhido o profissional adequado, o que deve ser feito para que essa pessoa continue desenvolvendo a sua habilidade para liderar?

Não existe uma fórmula mágica, mas podemos sim nos basear em algumas iniciativas bem-sucedidas.

As competências individuais dos profissionais são decisivas na formação de um líder, porém não se engane: as empresas têm um papel fundamental no desenvolvimento das suas lideranças.

Cabe à organização, sob a coordenação do RH, desenvolver as ações de aprendizagem que atuem em prol do aperfeiçoamento técnico do colaborador, ajudando também a pessoa a ter mais desenvoltura para lidar com pessoas e, claro, tomar decisões.

Para fins didáticos, podemos classificar essas habilidades em três frentes prioritárias:

1. Habilidades técnicas

Estamos aqui no campo do desenvolvimento técnico-operacional, ou seja, nas habilidades que são exigidas daquela pessoa para que ela exerça suas rotinas diárias. No caso do líder, é fundamental que ele tenha o domínio prático — não podemos esquecer que ele é o exemplo para a equipe.

Na gestão da liderança, contudo, é importante assegurar também que o líder domine também outras capacidades relacionadas ao seu dia a dia, como a avaliação de desempenho dos seus liderados. O RH pode fornecer as ferramentas ideais, mas cabe à liderança fazer a condução do processo e extrair os melhores resultados.

2 Habilidades interpessoais

Lidar com pessoas faz parte das atividades que precisam ser dominadas pela liderança. No dia a dia percebe-se que muitos dos conflitos internos podem ser resolvidos quando o gestor-chave daquela área consegue comunicar-se com excelência.

Nesse caso, não estamos nos referindo à necessidade de “tratar bem” apenas os liderados, mas também clientes, fornecedores, pares e superiores.

Hoje trabalha-se com um conceito que ajuda bastante no desenvolvimento dessas habilidades: empatia. A pessoa precisa conseguir se colocar no lugar do outro para entender melhor as suas demandas.

Não é por acaso que muitos programas de liderança contam com exercícios nos quais os participantes são convidados a trocar de lugar com seus subordinados para viver de perto a sua experiência na função.

3 Habilidades conceituais

Podemos encaixar aqui os aspectos relacionados às aptidões humanas. É bem extensa a lista de habilidades exigidas da liderança nesse quesito, mas o principal é termos em mente que a pessoa com esse tipo de atitude consegue entender melhor os processos da empresa.

Um dos erros é acreditar que as habilidades para avaliar riscos ou interpretar dados complexos (apenas para citar dois exemplos de habilidades conceituais) só podem ser desenvolvidas naturalmente.

É óbvio que elas são mais propensas em determinados perfis comportamentais, contudo há como aprimorá-las a partir de treinamento específico. A dica dos especialistas é que esse tipo de trabalho seja mais bem direcionado.

É aí que faz a diferença ter um RH bem estruturado. Se a área tem como identificar corretamente as aptidões daquela pessoa, fica muito mais fácil atuar em prol do seu aprimoramento.

Fonte: Solides

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